quinta-feira, 20 de julho de 2017

A história do Fusca usado na Antártida que venceu rali no deserto

É exatamente esse tipo de história que eu tenho muito gosto de ver, conhecer, ler e ainda ter o grande privilégio de replicar nesse blog que gosto tanto. Muitas vezes as pessoas duvidam da capacidade de um Fusca, mas a sua durabilidade e resistência as mais adversas condições são, sem dúvida, inquestionáveis. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like bacana na página do Facebook e de seguir o blog também. Desta maneira, você fica sabendo de tudo o que rola aqui no blog, visto que sempre há um post novo todos os dias. Os botões de curtir e seguir estão aqui a sua direita, bem rápidos e fáceis. Para seguir o blog é necessária apenas uma conta do Google, coisa que todo mundo tem hoje em dia. Além disso, a sua direita também há um botão para que você possa se inscrever em meu canal do Youtube, onde muitas novidades aparecerão em um futuro muito breve para somar com alguns vídeos que lá já existem. Clicando nesses botões e dando essa forcinha, você está prestigiando o blog de uma das melhores maneiras possíveis para que ele continue crescendo e mais pessoas possam conhecer todo o conteúdo que é postado aqui para todos aqueles que, assim como eu, são apaixonados pelo fantástico mundo do antigomobilismo com admiração pelo incrível universo dos Volkswagen refrigerados a ar.
Nesses quase seis anos de blog a gente já teve oportunidade de conhecer algumas histórias muito bacanas que contam com Fusquinhas em seu contexto. Já vimos Fuscas que rodaram muito, que foram ao Alasca, que viajaram ao Brasil e até carros que provaram a fidelidade aos seus donos depois de tantos anos rodando a base de simplicidade. No entanto, hoje eu quero mostrar a vocês uma história de muita valentia onde um Fusca dos anos 60 rodou sob regimes extremos e conseguiu cumprir a sua missão.
A matéria que vocês veem ao final do post vem lá do site da Revista Quatro Rodas. Eu já tinha lido esse artigo há algumas semanas, o salvei nos favoritos mas confesso que acabei me esquecendo de colocá-lo entre os conteúdos. Nele, vocês conhecerão a história de um Fusca 1962 que foi o carro escolhido para fazer uma expedição em um lugar, no mínimo, diferente: A Antártida. Pela valentia do carrinho, este foi carinhosamente apelidado de "Red Terror" (Ou terror vermelho, como queiram). Além de rodar alguns milhares de quilômetros na Antártida, esse carrinho ainda participou de um rally no deserto, local onde tem condições climáticas completamente diferentes. Logicamente alguns problemas ocorreram, mas nenhum deles impediu que o Fusquinha completasse o trajeto.
O artigo é copiado na íntegra e, como de costume, o link da fonte está ao final do post. A história é bastante divertida e a leitura é muito interessante.
Veja:

A história do Fusca usado na Antártida que venceu rali no deserto

Por anos o principal veículo da base da Austrália na Antártida foi um Fusca vermelho

(Por: Henrique Rodriguez em 04/01/2017 as 20:03)

Base australiana na Antártida recebeu Fusca com pouca preparação para encarar o frio (Australian Antarctic Division)

Por não usar água para refrigerar o motor, o Volkswagen Fusca poderia ir a qualquer lugar do mundo sem medo de ferver ou congelar. Prova disso é que ele fez história até mesmo na congelante Antártida, dando apoio a cientistas australianos.
O engenheiro Roy McMahon tinha 28 anos em 1962, quando foi escalado para liderar uma expedição australiana na base de Mawson, na Antártida. Para cortar custos, foi atrás da filial da Volkswagen no país e lhes pediu um Fusca.
Com motor e tração traseiros, o Fusca tinha o equilíbrio perfeito para a neve (Australian Antarctic Division)

A empresa percebeu que poderia fazer publicidade com isso e não só deu o carro para uso pela expedição, como também entregou 300 metros de película para que registrassem as aventuras do besouro no continente gelado e conjuntos de peças de reposição. 
Não seria a primeira vez que um carro colocaria suas rodas na Antártida. Houve duas tentativas no início do século XX, com um Arrol-Johnston 1907 que mal conseguia sair do lugar e um Austin 7 ano 1927. O problema é que ambos eram inúteis: não resistiam ao frio e quebravam constantemente. 
Chamado de “Red Terror”. Fusquinha era usado nos deslocamentos diários da expedição australiana (Australian Antarctic Division)

Apesar de ter sido fabricado no calor da Austrália, o Fusca vermelho entregue a expedição de McMahon recebeu as mesmas modificações dos carros que eram destinados a países muito frios, com direito a medidor de pressão de óleo, proteção de alumínio na tomada de ar do motor para evitar a entrada de neve, protetores nos coletores de admissão e pneus de inverno com corrente nas rodas traseiras.
Depois de três meses navegando, o Fusca desembarcou na base de Mawson, onde recebeu a placa “Antarctica 1”. Mas não demorou para receber o apelido “Red Terror” (ou Terror Vermelho em português), tamanha a competência para encarar as intempéries do continente.
Com corrente nas rodas traseiras, o Fusca era mais rápido que os veículos movidos por esteiras (Australian Antarctic Division)

Com óleo de baixa viscosidade no motor e um pouco de querosene misturada da gasolina para ajudar na lubrificação, o motor do Red Terror pegava com facilidade em temperaturas de até -38°C. O motor traseiro em cima do eixo de tração ainda garantia a distribuição de peso ideal para encarar a neve e o gelo: era bem mais rápido que os veículos com esteira usados na base, que mal passavam dos 8km/h.
Mas nem tudo era perfeito. O vento intenso fazia com que as portas se dobrassem a ponto de bater nos para-lamas dianteiros e o frio não foi capaz de evitar a clássica trinca do “chapéu de Napoleão”, parte do chassi onde o eixo dianteiro é fixado.
O Fusca em meio aos Pinguins Imperiais (Australian Antarctic Division)

Mesmo assim, o Red Terror era o veículo preferido dos 25 cientistas que trabalhavam na base australiana. Era usado tanto para levar passageiros ao aeroporto próximo da base como para ir a locais distantes para fazer medições do gelo. E foi assim que em três anos e meio o Fusca vermelho cereja percorreu respeitáveis 24.000 km.
Pode parecer pouco para quem dirige todos os dias, mas nenhuma viagem foi maior que 19 km (que levavam cerca de 50 minutos para serem percorridos). Além de mais rápido, era mais econômico que as outras alternativas disponíveis. 

“Red Terror” foi substituído por outro Fusca vermelho em 1964 (Australian Antarctic Division)

Depois de um ano e meio, o Red Terror voltou para a Austrália. Mas não teria sossego: dali a poucas semanas se sagrou campeão do BP Rally 1964, depois de percorrer 3.200 no Outback, o deserto australiano, em temperaturas completamente opostas às das enfrentadas meses antes.
Ainda em 1964 a Volkswagen enviou outro Fusca vermelho para a Antártida, que cumpriu serviço até 1967, quando caiu no mar após uma placa de gelo ceder.
Foram 24.000 km percorridos no gelo em um ano e meio (Australian Antarctic Division)

Apesar da importância histórica, o Red Terror foi esquecido. Em vez de ter ido parar em um museu depois do rali, simplesmente desapareceu: o último registro dele que se tem notícia é de 1966.

Fonte: Clique aqui!

4 comentários:

  1. Como eu disse uma vez no Fórum de Fuscas, podiam resgatar esse Fusca do fundo do mar, restaura-lo e coloca-lo num museu, mas agora eu pensei: Quem vai ser o louco de mergulhar nessas águas geladas??

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    Respostas
    1. Bem pensado...hehehe
      Encontrá-lo não deve ser uma coisa muito simples também, creio eu...

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    2. E outra, passados 50 anos depois será que ele ainda existe??

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    3. Deve ter sobrado pouca coisa. A corrosão deve ter comido solto.

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