Ignição eletrônica no distribuidor original

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O resultado da injeção eletrônica da Kombi montada no Fusca

Com certeza não é todo dia que nós achamos alguém que esteja disposto a fazer um serviço desses. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também. Tudo está aqui a sua direita e com esses dois cliques você fica sabendo de tudo o que rola aqui na página.
Quase todo post que eu escrevo aqui que trate de manutenção ou até mesmo da mecânica VW a ar, eu acabo dando aquela "pincelada" com relação à carburação. Todo aquele sistema de injeção mecânico que tem a maior parte da responsabilidade de manter o motor funcionando me encanta, principalmente por toda a engenhosidade que era aplicada nos carburadores com o objetivo de deixar o funcionamento do motor o melhor possível.
Com o passar dos anos, a tecnologia vai mudando e os carros vão seguindo as tendências e acertos das montadoras. Antigamente, se parássemos na frente de uma oficina, possivelmente iríamos achar diversos carros com exatamente o mesmo serviço a ser feito: Uma limpeza de carburador. Naquela época, praticamente todos os mecânicos conheciam a maioria dos modelos de carburadores e tinham a habilidade em regulá-los. No início dos anos 90, as placas indicando esse serviço como o "carro chefe" das oficinas, foi sendo substituído aos poucos pela escrita "Injeção eletrônica". Esse novo sistema de injeção chegou ao Brasil e revolucionou a indústria automobilística nacional. A princípio, somente carros com preços um pouco mais altos tinham tal tipo de injeção, mas em poucos anos todos os carros aderiram a este upgrade.
Por mais que a injeção eletrônica seja um avanço, tenha um gerenciamento de mistura e outros fatores muito mais precisos que de um carburador, com certeza esse sistema de injeção deixou saudades para todos os antigomobilistas. Felizmente, até hoje se acha praticamente tudo para se manter um carburador em bom estado, assim como profissionais dispostos a regular motores de carros mais antigos.
A injeção eletrônica demorou um pouco para chegar aos motores VW a ar. O Fusca, aqui no Brasil, usou a dupla carburação Solex 32 até o final de sua produção em 1996. No entanto, a Kombi, que compartilhava da mesma mecânica, recebeu uma injeção multiponto (ou seja, com quatro bicos injetores) e TBI acionado por cabo em 1999. Isso se manteve até 2005, onde a motorização foi substituída. O Fusca nos seus últimos anos de produção, no México, contou com essa mesma injeção eletrônica e com outras melhorias.
Algumas pessoas que visam o desempenho de seus carros muitas vezes buscam uma injeção eletrônica programável, como as FuelTech, por exemplo. O Fuscão vermelho do Wallace, que já apareceu aqui, tem uma injeção programável de corpo duplo, que traz um desempenho fantástico para o carro. No entanto, uma alternativa que pode até ser mais barata aqui no Brasil é a instalação da injeção da Kombi, visto que todo o conjunto é totalmente compatível com um motor que era, originalmente, carburado.
Para que se possa ter uma ideia de como essa injeção se comporta num Fusca, hoje eu trago um vídeo postado pelo Ronaldo. Ele adquiriu um belíssimo Fusca 1986 movido à álcool, e sofreu com a dupla carburação original. Depois de muitas tentativas (e uma acertada, inclusive), ele buscou a instalação da injeção que ele detalha muito bem neste vídeo.
Interessante é que o Fusca chama-se "Fuskátia", em homenagem a sua esposa, que o ajudou na aquisição do carro, e com esse nome tornou-se "xará" de um dos exemplares da família Tonella.
Eu, como disse, adoro carburação, mas o resultado nesse carro ficou muito bom.
Veja:

 

13 comentários:

  1. montei o mesmo kit na minha rara saveiro Bx. ficou um brinco.

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    1. Saveiro BX é uma maravilha! Com esta injeção deve ter ficado um belo brinquedo.

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  2. E Fusca 1600 a álcool injetado anda muuuuuuito.

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    1. Assim como as Kombis injetadas. Todas elas andam muito bem.

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    2. Mas de todos os motores boxer, o 1600 a álcool injetado rende tanto ou mais do que o 1700 do SP 2.

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    3. A vantagem da injeção é que a mistura é ideal o tempo todo. O álcool também permite uma maior compressão, dando uma uma melhorada no desempenho.

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    4. E o carro trabalha "liso" também, mas como disse o colega ai embaixo, a simplicidade mecânica do Fusca acaba.

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  3. Olá amigos.. Foi um belo serviço de adaptação, mas...
    Estive pesquisando na internet o preço de um Kit desses, e giram em torno de 5,000.00 reais, e mais algumas peças que o amigo do vídeo mencionou precisar de adaptação e troca, onde acredito chegar perto do dobro do valor do kit, juntamente com mão de obra.

    Com um valor desses ou até menos, é possível instalar uma Weber Central, que dará um excelente desempenho, uma dupla Weber, ou até um carburador de Venture variável, que o Tonella usa no seu fusca vermelho.

    Pensando na dificuldade na identificação de um problema, se isso para no meio da rua, não tem o que fazer, só chamar o guincho, ao contrario do carburador.

    Mas é aquilo, tudo isso é questão de gosto de bolso... eu mesmo, todos os carros com injeção que dirigi, eu não gostei.

    E discordo na questão de acerto da dupla solex 32. Se os carburadores estiverem idênticos, em excelente estado, e todo sistema de ignição e alimentação revisado, não terá problemas. O calcanhar de Aquiles na dupla, são as varetas e o balancim de acionamento. O balancim tem folga excessiva no eixo, e somando com as folgas naturais das varetas, é certeza de problemas.
    É necessário fazer um trabalho de embuchamento no eixo do balancim de acionamento, feito isso, terá uma aceleração perfeita.

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    1. Olá meu caro, obrigado pela visita! Como disse na descrição do post, sou um grande apaixonado pelos carburadores, principalmente pela engenhosidade que compõe todo o sistema. Aqui no blog nós temos alguns posts sobre carburação, mostrando que um carro usando uma Weber, por exemplo, pode andar exatamente igual. Os problemas que acontecem geralmente com a dupla Solex são gerados por carburadores já "cansados" pelo tempo. Uma dupla bem regulada faz um Fusca andar muito bem, não tenha dúvidas.
      Eu já andei em uma Kombi injetada. Particularmente falando o desempenho não é muito diferente de um 1600 carburado bem reguladinho.
      Vou escrever um post sobre venturi variável nos próximos dias. Fique ligado!
      Obrigado pelo comentário!

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    2. Olá amigo! Eu li seu post e gostaria de compartilhar a minha experiência. Sou apaixonado pela mecânica VW, especialmente boxer. Tenho um fusca 1977, 1600 dupla carburação, turbo. Nos últimos 5 anos rodando com ele o único problema que tive foram os carburadores. Por mais que eu tenha lutado com eles, a injeção é algo que chegou para revolucionar. Eu gostaria, mas não posso negar isso. Após algum tempo (não sei o porquê) os carburadores SEMPRE apresentam problemas. Ou por ficar muito tempo parado, ou pelo combustível de má qualidade, ou pela pressão, etc..etc. Mas sempre há algum probleminha. Diria: O carburador está para a injeção assim como o platinado está para a ignição eletrônica. Nesse último, não há dúvidas de como a evolução superou a criação. Platinado colava, esquentava, etc.etc. Com a bobina e ignição eletrônica esse problema não existe. O mesmo ocorre com a injeção. É caro, muito. Mas o investimento se justifica.
      Eu, na minha tentativa de solução, substituí os dois carburadores por um par de Webber 40 novos. (empi 40) que adquiri fora do país. Um parto para ajustar. Ao invés de 2 problemas (carburação dupla simples) eu arrumei 4 pois era dupla dos dois lados. Levei em 3 oficinas especializadas e após uma semana sempre o problema voltava. Cada hora algo diferente
      Um dia rodando na estrada o carro começou a falhar. Outro dia na cidade a mesma coisa, outro dia parado fui ligar já não estava a mesma coisa.
      Decidi investir (não gastar) e colocar uma injeção eletrônica. O custo foi o triplo das Webber mas.. mas o resultado incomparável. Bate na chave pega, subida o carro não engasga (acontecia com os carburadores - incluindo os Webber - pois a bóia ficava cheia), no frio anda direto, no calor também. Sem contar que o carro fica liso o tempo todo. É algo que vale a pena caso queira investir. O desempenho "potência final" é praticamente o mesmo mas a injeção tem desempenho no começo, meio e fim.
      Com carburador, muitas vezes você tem que regular o carro deixando-o com a mistura rica. Assim não anda na baixa. Se deixar pobre anda melhor na cidade mas chega a dar falta na estrada. A injeção veio para corrigir todos esses problemas.
      Quanto às quebras e ficar na estrada, muito difícil a injeção em si falhar. Pode um bico entupir (assim como o carburador) e você ficar falhando mas quebrar é muuuito raro, especialmente se for injeção de boa qualidade. Agora, retomada de aceleração, conforto, regulagem "redonda", desaceleração, etc.. = injeção. Espero ter ajudado.

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    3. Muito obrigado por sua contribuição, meu amigo! Com toda a certeza a superioridade da injeção é inegável, por mais saudosistas que possamos ser em matéria de carros clássicos. A grande realidade é que a evolução no gerenciamento de motores vem, a cada dia, tornando um pouco menos ineficientes os motores a combustão. Um dos fatores se dá principalmente pelo fato da injeção buscar sempre a estequiometria independente do regime ou cenário de uso do motor. Abraço!

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  4. Colega, realmente tem isso, com a injeção, se o Fusca der problema, só guinchando, como nos carros modernos, mas em compensação, o inconveniente de ter de acertar a marcha lenta de tempos em tempos acaba.

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    1. Talvez esse seja o preço da modernidade...hehehe Você ganha no acerto, mas perde na praticidade.

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