Em algumas ocasiões aqui do blog eu já tive o prazer de postar algumas coleções de antigos que traziam maravilhosos exemplares Volkswagen refrigerados a ar, mas sem dúvidas a que será mostrada no post de hoje é uma das mais raras (se não a mais rara) do Brasil. É lógico que uma matéria como a de hoje só poderia ser ser indicada por um amigo que tem extremo bom gosto e que tem as mesmas preferências que nós em matéria de carros antigos.
A matéria que vocês veem ao final do post foi publicada essa semana pela revista Quatro Rodas. Eu particularmente não tinha visto essa publicação no site ou no Facebook, mas sim a recebi pelo Whatsapp através do meu amigo Carlos, proprietário do Fusca 1967 que abrilhantou o post 400. Nesta matéria, é mostrada em detalhes a maravilhosa coleção do empresário Luiz Goshima, uma das mais belas e raras do Brasil.
O conteúdo dispensa quaisquer comentários. Fica aqui o agradecimento ao meu amigo Carlos pela indicação!
Veja:
Empresário reúne e restaura modelos raros de Fusca e Kombi
Colecionador especializado nos Volks a ar tem mais de 30 exemplares - um mais raro que o outro
Por Isadora Carvalho - 21/10/2017 as 09:45.
Uma coleção com os mais raros Volkswagen do país (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Carpete e estofamento da Porsche, lã do revestimento interno da Rolls-Royce, pintura profissional com tecnologia russa, frisos e acabamentos cromados americanos. Todos esses detalhes tornam a coleção de modelos Volkswagen do empresário paulista Luiz Goshima exemplar e premiada.
Goshima com sua Kombi 1975 (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Porém, além desse esmero na restauração dos carros, o acervo se destaca pelas raridades, como Kombi 1950 Bus De Luxe, das quais só há três no mundo, o Fusca 1959, primeiro a ser fabricado no país, e o Fusca 1963 conversível alemão que transportou o presidente Juscelino Kubitschek em visita à fábrica da Volks.
O Fusca 1977 alemão foi o primeiro com injeção eletrônica (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Quem conhece de perto a coleção de Goshima tem a impressão de ter voltado ao passado, tamanho é o cuidado com os detalhes. “Me apaixonei pela história da VW e de maneira especial pela trajetória do Fusca”, diz.
Aos 14 anos, ele comprou o seu primeiro Fusca, um 1962, incentivado pelo pai. “Meu sonho mesmo era ter um Chevrolet Bel Air, mas meu pai logo me alertou que era um modelo que daria muito problema mecânico e que deveria começar com um Fusca. E a partir daí decidi me dedicar apenas aos VW“, conta.
O modelo alemão 1956 possui teto solar de fábrica (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Interior tem apenas peças originais (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Um detalhe é ele ter influenciado o pai a tornar-se mais tarde um colecionador de carros clássicos. “O processo é sempre inverso, o pai influencia o filho. No meu caso eu que o incentivei a ter a sua própria coleção. A diferença é que o acervo dele é mais luxuoso e tem exemplares da Porsche e Ferrari”, diz Goshima, entre risos.
Há quatro anos, Luiz multiplicou a coleção. Já são mais de 30 Volks, incluindo Karmman Ghia, TL, Kombi e Fusca.
A Kombi 1950 é a única existente nas Américas (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Nota-se a predileção pela Kombi 1975 branca e verde-turquesa. Assim que assumia a direção da Kombi para as fotos, Luiz não conseguia tirar o sorriso dos lábios.
No painel da Kombi 1975 há um RetroSound, com o layout do original, mas funcionalidade moderna (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Ela passou um ano sendo restaurada. Conta com carpete da Porsche 356, motor 1500 zero-quilômetro e frisos e cromados internos importados. É o xodó por ser bastante utilizada para passeios com a esposa e a filha. “A experiência de viajar com a família a bordo de uma Kombi é memorável. Indico a todos”, afirma.
Estofados refeitos e carpete de Porsche 356 (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Luiz garante que respeita os atributos originais de todos os modelos. A única exceção é o Fusca 1959 customizado, que tem um motor 1800 preparado que chega a 120 cv.
O Fusca 1959, de mão inglesa, é o único customizado do acervo (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Forração da Porsche e lã da Rolls-Royce no teto equipam o Fusca 1959 (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Acabamento do porta-malas segue o padrão do tecido do interior (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Ele explica que personalizou só pra ver como era, mas que é na essência um purista. E logo se apressa a dizer: “O carro foi para minha esposa, que também não queria ficar para trás”.
Fonte: Cllique aqui!
Essa matéria é realmente incrível, pois os carros são muito impecáveis. Não podia de dar minha contribuição ao amigo Jordan. Mais uma vez, parabéns 👏👏
ResponderExcluirMuito obrigado, meu amigo!
ExcluirO cara queria um Bel Air, mas no fim comprou um Fusca e se apaixonou, é assim mesmo rsrsrsrsrsrsrsrsrs.
ResponderExcluirSem dúvida é uma coleção muito bonita, mas impraticável sair com um desses carros sequer para dar um rolê local, no máximo para ir de casa a um encontro de antigos e desse para a casa do proprietário (isso é se o dono dessa coleção não for daqueles que não gosta de ir a encontros)
Sim. Para se sair com um carro deles é sempre necessário saber onde se vai guardá-lo.
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