Esse é o tipo post que não mostra grandes aceleradas, mas mostra um grande potencial de um carrinho envenenado. Já que você me deu a honra da visita na minha página, não esqueça de deixar aquele like maroto na página do Facebook e seguir o blog logo abaixo. Se você entrar no Google, no YouTube ou até mesmo nesse blog, você vai achar diversas "receitas" de performance possíveis para um motor VW a ar. A cada resultado obtido em uma pesquisa dessa natureza, tem-se um resultado diferente espelhado em um objetivo diferente, no entanto, em 99% dos casos a meta é um ganho de desempenho e, se possível, um ganho de potência. Uma melhoria na ignição, uma carburação diferenciada, um upgrade para a injeção eletrônica, uma kit de cilindrada maior, um virabrequim de maior curso, um comando de válvulas mais nervoso, uma otimização nos dutos dos cabeçotes, a instalação de balancins com maior levante e tantos outros procedimentos podem, com certeza, te levar à uma melhora considerável no desempenho do seu VW a ar. Se você tem esse objetivo ou até mesmo tem um carro original mas tem o intuito de melhorar levemente a performance, essa é mais uma receitinha que você pode aproveitar ou até mesmo aprovar alguns dos ingredientes para o seu projeto. Esse vídeo que aparece ao final do post me foi indicado pela página do Facebook do blog. Nele, aparece uma TL que recebeu diversas modificações na parte mecânica para que se tornasse um carro um pouco mais "esperto", como a originalidade ou até mesmo o regime de uso não eram os principais focos do projeto, esse carro recebeu algumas peças mais leves e teve todo o seu interior retrabalhado para perder peso e ganhar na relação peso x potência. O vídeo pouco fala sobre a configuração do carro, mas diz que é uma TL 1972, com suspensão com catraca na dianteira e que ganhou um escapamento dimensionado do Puma, que eu acredito ter sofrido adaptações por causa do motor plano. O ronco é lindo e o carro também. A prévia do carro nos permite imaginar qual é a receita que há dentro das carcaças do motor entre os cilindros contrapostos. Veja:
Esse é mais um post que vai para a categoria dos especiais principalmente pelo fato da origem da contribuição de hoje. Com o passar dos anos muita coisa mudou. Ontem mesmo eu falava aqui sobre a evolução dos meios de transportes e de tantos avanços que o meio automobilístico teve no passar das décadas. Hoje, ao ver as imagens que aparecem ao final desse post, logo me lembrei de uma brincadeira antiga que, ainda que não seja mais tão feita hoje, sempre é lembrada nas redes sociais, que é a brincadeira do "Fusca Azul!". Acredito que eu nem precise falar como a brincadeira funcione, visto que todo mundo ao menos já ouviu falar sobre. A contribuição de hoje vem de uma fonte um tanto especial e que está sempre muito perto de mim: Meu pai. O cara que sempre faz uns flagras bacanas e de "bate pronto" atacou novamente com duas fotos que nos colocam para pensar na grande quantidade de clássicos que ainda abrilhanta nossas ruas. As fotos que aparecem ao final do post foram tiradas bem próximo de casa. Segundo meu pai, ele parou no semáforo e, ao olhar para o seu lado esquerdo, logo viu este Fusca azul e resolveu fotografá-lo para que pudesse me mostrar e claro, para que eu pudesse participar essas duas imagens com vocês. Como o tempo do semáforo é curto, foi possível apenas produzir duas fotografias (uma delas com ele já em movimento) desse exemplar dos anos 70 que aparenta ser um Fusquinha muito usual, mas que não deixa a pinta de carro clássico. Isso se mostra bem aparente pelo fato dele usar as tradicionais faixas brancas nos pneus. Mais uma vez eu venho aqui agradecer ao meu pai que, mesmo não escrevendo nenhum dos quase 500 posts publicados, sempre teve a sua participação muito ativa na página. Vale ressaltar que você não deve (ou ao menos não é recomendado) praticar a brincadeirinha do Fusca azul com a pessoa que estiver do seu lado ao ver as fotos desse post...hehehe Veja:
Esse é o típico post que nos coloca para pensar como eram as coisas nas décadas passadas. Uma imagem pode refletir muita coisa e gerar as mais diversas interpretações possíveis. Hoje em dia nós podemos dizer que, ao olharmos para o mundo de forma geral, temos uma grande tecnologia aplicada nos mais diversos tipos de transportes. Para se ir de um lugar para o outro, existem diversas alternativas para todos os gostos, necessidades e bolsos. Se você quiser praticar uma atividade física e ainda ir ao local desejado, pode ir a pé ou de bicicleta. Se for muito longe, pode pegar um trem (ainda que as ferrovias aqui no nosso país voltaram a engatinhar de uns anos pra cá), ônibus, carro ou até mesmo uma carona. Se nenhum desses meios te serve, você pode chamar um táxi ou até mesmo um Uber para que te leve com exclusividade até o local. Nas décadas passadas, praticamente todos esses meios de transporte existiam. Mas é claro, todos eles eram muito diferentes. Os trens eram as simpáticas "Maria Fumaça", as bicicletas clássicas da Caloi ou Monark, os ônibus geralmente aqueles Mercedes mais antigos e os táxis, na grande maioria dos pontos e cidades, Fuscas. Porém, além dos Fusquinhas existiram diversos divertidos carrinhos produzidos na mesma época que ganharam muitas vagas de praça: Opalas, Corcel e até mesmo alguns DKW nos anos 60 levaram muitos passageiros aos seus respectivos destinos. No entanto, existiu um modelo que, pelo menos na quantidade de veículos táxi, superou estes com certeza depois do Fusca: O VW 1600, ou "Zé do Caixão" foi um carro muito bem recebido pelos taxistas da época por ter todo o conjunto mecânico do Fusca (e mais potente, pois os Fuscas da época eram 1300 e o Zé era 1600) e ainda contar com duas portas a mais. Uma característica praticamente peculiar desse carro é que a grande maioria tinha o motor 1600 aliado à uma carburação simples. Acredito que seja praticamente a totalidade. A imagem que aparece ao final do post é um retrato de como frota de táxis antigamente. Não espere um monte de carros novos, brancos e iguais, mas sim um retrato do início dos anos 60 da maneira com que eram constituídas as frotas de táxis naquela época. Veja:
Sinceramente falando, quando assisti a esse vídeo no Youtube e metade dele na televisão, lembrei que os programas televisivos voltados ao automobilismo ainda se lembravam do alicerce da nossa indústria automobilística, que são os clássicos nacionais. O bacana de se estudar uma história ou até mesmo falar sobre ela é que a partir do momento que os fatos são narrados, nós podemos "ligar os pontos" e imaginar como eram as coisas na respectiva época. Hoje em dia, a pessoa que tem um bom poder aquisitivo e busca ter um carro com classe, requinte e uma pegada de esportividade, geralmente vai optar em adquirir um carro premium, como uma Mercedes, BMW, Audi e algumas outras montadoras que se encaixam na categoria. Nos anos 60 e 70, esse nicho de mercado com pessoas de poder aquisitivo melhor tinham opções um pouco diferentes das de hoje, e geralmente elas eram produzidas aqui mesmo. Infelizmente hoje a grande maioria dos carros nacionais não trazem tanta coisa inovadora, fazendo com que o segmento dos importados siga em pé (Eu particularmente adoro importados). Há pelo menos 40 anos atrás, essa pessoa que tinha um pouco mais de grana e queria ter um bom desempenho e esportividade, muitas vezes optava pelos modelos que a própria VW oferecia com a sua receita mais do que conhecida: A plataforma do Fusca. Dessa maneira, tivemos Karmann Ghia, Karmann Ghia TC e SP2 (Junto do raríssimo SP1) como esportivos de época. Os dois últimos listados ainda usavam a fantástica receita do motor plano. Quem ainda tinha mais dinheiro, poderia optar por um Alfa Romeo ou Mercedes, mas aí realmente era para quem tinha muito dinheiro. Tudo bem, é claro que os números desses esportivos de época hoje jamais chegariam perto às estatísticas de um esportivo, mas em um universo onde as pessoas mal tinham estradas pavimentadas longe dos grandes centros urbanos e mesmo naquelas onde a condição de rodagem era boa, as pessoas andavam em uma velocidade menor. Dessa maneira, a relação peso x potência conferia um bom desempenho aos carros. Além desses três, ainda tivemos as Pumas, que nasceram da plataforma do Fusca e foram, nos anos seguintes, uma alternativa à proibição das importações. Com certeza em algum domingo desses últimos meses você ligou a sua TV no SBT pela manhã e já viu o programa "Acelerados" ser veiculado. O programa que substituiu o "Vrum" (que aliás, também era um excelente programa) veio de um local onde o nível dos canais vem subindo à cada dia: O Youtube. A vantagem desse programa é exatamente essa: A abordagem intimista que se tem entre um Youtuber e seus inscritos se manteve quando o programa foi transferido para o SBT, e essa filosofia foi mantida, mas agora para com os telespectadores. Algo que sempre me chamou a atenção nesse programa foi o seguinte: Mesmo que fossem mostrados lançamentos, dicas técnicas e notícias do mundo automotivo a nível mundial, eles nunca se esqueceram dos clássicos, que recebem comparativos entre concorrentes de época como se fosse antigamente, mas assessorados de toda a tecnologia para a execução dos testes. O Acelerados dessa vez se superou e me fez esperar por muitas semanas para assistir esse vídeo e é claro, escrever esse post. O comparativo que se iniciou na semana passada e que termina pela TV nesse domingo já está disponível no Youtube. Nesse vídeo, são comparados Karmann Ghia, Karmann Ghia TC e SP2, esportivos de época com motores próximos e com muitos fatores em comum. O TC e o SP2 foram regulados pelo Tonella há algum tempo atrás. Esses dois juntamente ao Karmann Ghia amarelo formaram um belo trio e tornaram por algumas horas o Vello Cittá uma pista de corrida dos anos 70. Como em todos os programas, Rubens Barrichello é o responsável por pilotar os carros na obtenção dos tempos. O vídeo fala por si e é super divertido. Veja:
Realmente esse vídeos do exterior só nos mostram peças cheias de charme e requinte. Dá gosto de ver todas as melhorias que são apresentadas para os VW a ar vindas de lá. Por muitas vezes quando se fala de algum carro antigo para alguém, a pessoa acaba questionando a eficiência do sistema de freios de um carro clássico. Para muitos, um sistema desenvolvido há algumas décadas, tende somente a dar problemas e sujeitar o proprietário de um carro antigo a acidentes. Pois bem, não é bem assim como alguns leigos no mundo automobilístico podem pensar. Ter um carro antigo com certeza não significa ter um carro instável no quesito dirigibilidade. Um clássico com os freios em dia e com as devidas manutenções feitas de forma correta, sempre conseguirá parar quando necessário. Obviamente, os freios de antigamente perto dos sistemas dos carros atuais tem uma eficiência reduzida (principalmente comparado aos freios ABS, que contam com uma tecnologia fantástica), mas dão conta do recado quando se passeia em um clássico. Sem sombra de dúvidas, uma melhoria bem acertada nos freios de qualquer carro pode ser bem vinda. No início dos anos 70, alguns modelos de Fusca no Brasil (que tinham a suspensão de pivôs) receberam freios a disco na dianteira. Essa melhoria também se estendeu as Variant e toda a linha com motor plano, além disso, a Brasília já nasceu com o recurso. Nessa época, muitos proprietários buscaram essa melhoria, visto que o freio a disco é um projeto mais recente se comparado com o sistema a tambor. Para quem tinha suspensão de pivôs, era fácil, bastava somente trocar as mangas e comprar um kit de freio a disco. Quem tinha suspensão de embuchamento (dos Fuscas mais antigos), acabava buscando esse recurso em adaptações. Com o tempo e claro, com a chegada da internet, diversos kits de freio a disco para VW a ar começaram a ser vendidos e, uma das novidades mais recentes, é a montagem de freio a disco com suspensão de embuchamento, como comentei no post relacionado às mangas de eixo. Por uma alta procura pelo tema e também afim de divulgar seus produtos, a EMPI postou um vídeo que mostra as suas soluções para o freio a disco. Nos kits, são mostrados produtos aplicáveis a Fusquinhas e derivados com rodas quatro e cinco furos. Algo que eu particularmente nunca tinha visto em um kit desses e apareceu no vídeo são as pinças de freio flutuantes, presentes praticamente na totalidade dos carros atuais. O kit para rodas cinco furos até permite que a estética das rodas seja mantida, principalmente se a parte central do disco (a que fica exposta caso não se use calotas) for pintada de preto, como é um tambor originalmente. O vídeo ensina a montagem e outros detalhes do sistema de freios. Vale a pena assistir. Veja:
Não, a pessoa que escreve para esse blog não enlouqueceu ao colocar um título desses. Mas, sinceramente, foi a primeira coisa que me veio a cabeça quando fui escrever esta publicação. Uma das maiores vantagens que um Fusca poderia oferecer em relação aos seus concorrentes da época estava no seu sistema de refrigeração. Para um carro projetado nos anos 30, o simples e funcional sistema de refrigeração a ar era algo simplesmente fantástico. Ao mesmo tempo que todo o ar que passa por baixo do carro é capaz de refrigerar o motor através das aletas nas camisas dos cilindros e dos cabeçotes, ainda havia uma ventoinha responsável por refrigerar todo o óleo do motor que passa por um radiador. Para um projeto de mais de 70 anos, a refrigeração a ar era tudo o que um motor boxer precisava para um bom funcionamento. Dado o pequeno espaço no cofre do motor da grande maioria da linha, seria muito complicado montar um radiador de água em algum lugar. Talvez o único modelo que poderia receber um radiador no cofre seria a Kombi, mas mesmo assim quando recebeu a configuração a diesel e até mesmo o motor 1.4 este foi parar na frente. Por diversas vezes aqui eu disse que sou um grande admirador do marketing que a VW usava nas décadas passadas. Quase todas as propagandas e comerciais dos Fuscas, isso para não dizer todos, eram dotados de uma criatividade muito grande. Este aqui não é diferente. Com poucas palavras o recado foi totalmente dado. Na propaganda que aparece ao final do post é mostrado um Fusca recebendo água. Sim, água. Porém, no reservatório de água para o lavador de parabrisa. Isso mostra que água no Fusca ou em qualquer derivado só teria essa função, principalmente quando os refrigerados a água (que claro, são muito eficientes), ainda não contavam com toda a tecnologia possível para o sistema de refrigeração. Veja:
Talvez eu nunca tenha escrito um post sobre isso ou até mesmo abordando um tema parecido. Estava pensando nisso hoje e resolvi "passar na frente" dos conteúdos visto que é um tema que pode ser muito discutido. Geralmente nós dizemos que o nosso país é muito diferente das grandes potências mundiais. E de fato é. Em muitos setores, o Brasil é muito atrasado e acaba recebendo avanços muito depois de grandes países ou até caminha em sentido contrário. No entanto, muitas coisas, ainda que nas devidas proporções, nós temos em comum com as grandes potências mundiais. Se eu escrevesse um post aqui que tratasse do que vemos no trânsito no Brasil se tratando de modelos, eu poderia afirmar com toda a certeza do mundo que ainda existem muitos Fuscas rodando. É impossível sair de casa em qualquer lugar desse país e não ver um Fusquinha rodando ou estacionado em algum lugar. Esse fato se deve a durabilidade de um carrinho que conquistou o país e que gerou uma legião de apaixonados no mundo. Possivelmente você, assim como eu, adora esses carrinhos. Pensando nisso, eu resolvi pesquisar sobre o tema que trata o post de hoje: Ainda existem muitos VW a ar rodando no exterior? Eu já imaginava que em quase todos os países eu iria obter imagens de Fuscas rodando, mas me surpreendi pela quantidade deles. É claro que na grande maioria deles com certeza se tem menos carrinhos como esses rodando, mas mesmo assim os números me parecem muito expressivos. Nas fotos, tentei selecionar muitos Fuscas do exterior que estavam estacionados nas ruas. Por esse motivo, aparecem muitos carros usuais, com muitas marcas do tempo. Nas fotos, aparecem Beetles 1302, 1303 e até algumas configurações conversíveis. O Beetle 1303 em especial é um modelo que me agrada bastante, e que tive a oportunidade de ver no trânsito uma vez, há alguns anos atrás. Com certeza as diferenças na maioria das fotos em relação aos nossos modelos é mais do que notável. Veja:
Esse tipo de post se torna bem bacana pelo fato dele ser útil para os mais diversos tipos de VW a ar, visto que o procedimento de hoje é válido para quem pretende rebaixar ou até mesmo voltar a originalidade no seu Fusquinha. Há alguns dias atrás eu escrevi um post que tratava de mangas de eixo (ele aparece aqui no canto direito da tela nas postagens populares) dianteiras do Fusca. Naquela ocasião, pude explicar na maior simplicidade a variedade de mangas presentes no mercado assim como algumas formas possíveis de se rebaixar um Fusca ou qualquer outro VW a ar. Na dianteira, como disse naquela ocasião, existem inúmeras formas de se alterar a altura do chão de um Fusca. Na traseira, não existe muito o que "inventar", são poucas alternativas e essas como em quase tudo em um Fusca, são bem simples. Uma alternativa para quem pretende se rebaixar um Fusca e já optou no que fazer na dianteira mas não sabe o que fazer na traseira, aqui fica uma espécie de dica para quem estaria indeciso ou até sem saber o que fazer: Existem os facões reguláveis que lhe permitem um fácil ajuste de altura, ou você pode ajustar o facão original mesmo na altura desejada. Mas, como se faz a regulagem do facão? Durante muito tempo aqui na internet só era vista com mais facilidade a teoria sobre o assunto. Há algum tempo atrás, o Tonella publicou um vídeo em seu canal que mostra como é feito esse procedimento. A grosso modo se levanta o carro (preferencialmente sem inclinação de carroceria, mas caso isso não seja possível deve se levar em consideração o valor da inclinação), desmonta-se o facão e é feito o ajuste na posição da peça em relação aos dentes presentes na barra de torção traseira. Girando a barra para o respectivo sentido que se quer, você altera o ângulo do facão. Toda vez que esse serviço é feito, é recomendada a troca das buchas. No mercado existem várias, desde as convencionais de borracha até as de PU, como as da EMPI. Vale ressaltar que as buchas interna e externa são diferentes no seu diâmetro interno, onde atravessa a barra de torção. Se você tem um Fusca, não tem a intenção de rebaixá-lo (eu particularmente prefiro a altura original) mas ele está mais alto ou mais baixo em algum dos lados da traseira, é interessante conferir isso. Para que o ajuste seja feito, é necessário um goniômetro, instrumento que indica a inclinação da carroceria e/ou do facão. Caso você só vá trocar as buchas, uma alternativa é fazer uma marca de referência para saber a posição do facão quando da hora de sua montagem. Veja:
Sim, o título desse post pode ter parecido muito estranho, mas isso foi a primeira coisa que eu pude imaginar ao ver a imagem que aparece ao final do post pela primeira vez. Eu geralmente digo aqui que um carro antigo tem um incrível poder de nos fazer viajar no tempo. Na verdade, qualquer carro (mesmo que mais novo) se bem cuidado e se o seu dono simpatizar com ele, é possível sentir-se na época da produção do automóvel. A vantagem dos carros clássicos é que, em virtude da simplicidade dos projetos e também pela idade, nos dão a maior sensação de nostalgia possível. Essa foto que aparece ao final do post é mais uma contribuição de mais um dos velhos conhecidos que temos aqui na página, o Diogo Falce de Macedo. Há algum tempo atrás nós tivemos a oportunidade de conhecer o Fusca dele que foi 100% restaurado em casa juntamente com o seu filho, onde se conseguiu uma mão de obra e resultados fantásticos. Esse carro rendeu uns dois ou três posts que você pode conferir aqui no blog. A imagem de contribuição do Diogo foi tirada possivelmente entre os anos 70 e 80 na cidade em que ele reside: Curitiba. A capital do Paraná é uma grande cidade e que tem a minha profunda admiração, mesmo tendo ido pessoalmente até lá somente uma vez na vida. Esta foto foi tirada em frente à uma fábrica que existiu em Curitiba, segundo o Diogo, a Essenfelder. Ela fabricava um dos mais sublimes instrumentos musicais que já puderam ser inventados: O piano. Na foto, é mostrada a fachada da fábrica, um caminhão Mercedes pertencente a empresa e claro, um Fusquinha rodando como táxi, aparentemente dos anos 60. Como até hoje, os táxis naquela época eram laranjas, assim como esse Fusca, embora a foto ainda seja em preto e branco. Como sempre digo, é uma época muito colorida retratada em preto e branco. Quero agradecer ao Diogo, mais uma vez, pela contribuição! Veja:
Como todos nós sabemos, o Brasil é um lindo país, com um povo muito receptivo, com lindas cidades, com uma natureza linda e praticamente única. No entanto, nosso território brasileiro tão lindo é também cercado de muitos problemas que não são de hoje e nem de ontem, mas de muitos anos. Não, eu não estou falando isso por causa das eleições municipais de amanhã, mas como, muitas vezes, problemas (ainda presentes, muitas vezes) de nosso país eram "contornados" antigamente. Um grande problema que existe no nosso país já vem de muitos anos: As estradas daqui infelizmente em boa parte do Brasil são muito acidentadas. Infelizmente a grande maioria dos nossos carros tem a sua suspensão judiada por muitos buracos, ondulações e ruas sem a menor pavimentação. Mas como era isso se voltarmos 40 anos no tempo? Sim, as estradas eram até piores. Visto isso e que também havia uma população muito maior que morava em zonas rurais em relação a hoje, a VW tratou de buscar uma solução no meio dos anos 60 que colocou os concorrentes em uma situação da necessidade de fazer algo que também obtivesse o mesmo sucesso. A "carta na manga" da Volkswagen foi lançar o Fusca "Pé de Boi". O "pé de boi" foi um Fusca totalmente pelado, um carro que perdeu quase todos os seus acessórios tornando-o um carro focado 100% no uso. Cromados, frisos, corte no painel para o rádio, tampa do porta-luvas e outras coisas mais foram retiradas no modelo para que seu custo baixasse. Desta maneira, um Fusquinha poderia se tornar ainda mais acessível e, com menos acessórios, ter um índice menor de avarias. Por exemplo: Se em um VW convencional você poderia ter um friso amassado, em um "pé de boi" isso não aconteceria. O "pé de boi" segue praticamente a lógica de muitos modelos atuais, onde tudo é opcional. O "pé de boi" vinha com motor 1200, como todo Fusquinha da primeira metade da década de 60. Porém, além de atender aqueles que não podiam gastar tanto ou que usariam o carro severamente, ele também teve um outro nicho de aceitação: Daqueles que não tinham como comprar um Fusquinha convencional mas que podiam instalar alguns acessórios no "pé de boi", oferecidos na própria VW. A DKW, na mesma época, oferecia um modelo de Vemaguet que tinha a mesma filosofia e, assim como o pé de boi, a maioria dos modelos já saía com muitos acessórios instalados já da concessionária. Desta feita, hoje em dia é muito difícil achar um pé de boi muito original básico. Isso também acontece com a Vemaguet (vi ao vivo uma deste modelo apenas uma vez). Por isso, os "pé de boi", principalmente originais, tornaram-se muito raros. O bacana dessa história toda foi a versatilidade da VW naquela época. Na metade dos anos 60 havia o "pé de boi", como modelo de entrada, o VW convencional e também o hoje também muito raro Fusca com teto solar. No mesmo carro, haviam três modelos diferentes com poucas diferenças. Ao final do post segue uma propaganda de época que mostra toda a valentia de um Fusquinha e todos os pontos fortes que um "pé de boi" poderia ter. Daqui uns dias eu tenho um outro conteúdo do modelo para postar, fique ligado. Veja: