Ignição eletrônica no distribuidor original

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Uma Brasília espetacular!

Com certeza esse é um dos exemplares mais bonitos que eu já pude ver. Não sei se é questão de necessidade, mas com certeza o dono sentirá saudades desse carro após a sua venda. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também. Com esses dois cliques que estão aqui, a sua direita, você fica sabendo de tudo que rola aqui na página todos os dias.
A linha VW a ar foi muito além de produzir o carro mais amado do mundo. Toda a inteligência de Ferdinand Porsche não foi usada somente na criação do Fusca, mas pôde ser aproveitada em diversos outros modelos que apareceram anos depois.
Talvez Porsche não imaginasse isso quando desenvolveu o Fusca, mas o que há de melhor no besouro é a sua plataforma. Todo o conjunto mecânico e chassi do Fusca foram utilizados em diversos outros carros fabricados pela VW no decorrer do século passado. Se pararmos para analisar todos os modelos que o "coração" de um Fusca foi implantado, poderíamos falar horas e horas sobre. Hoje, o post trata de um dos modelos mais bem acertados de toda a linha e muito provavelmente um dos melhores projetos da VW do Brasil até hoje: A Brasília (Ou "O Brasília", como o proprietário do carro do vídeo diz).
Esta simpática Brasília que aparece no vídeo é ano 1974, e foi postada pelo canal do Youtube Autodrama. Seu proprietário, o senhor Atos, que narra todo o vídeo, conta a história do exemplar e lista toda a originalidade que o carro tem. As modificações que ele cita no vídeo, principalmente pelo fato do carro atingir 92% de originalidade na verdade são melhorias, que fizeram dessa Brasília um carro pra lá de agradável. O modelo continua sendo um dos carros que tem a maior área envidraçada que eu particularmente já vi.
O carro fala por si e, acredite, está a venda.
Veja:



 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Como eram as frotas de empresas antigamente

Depois de um dia sem postar, cá estou eu de novo com uma contribuição pra lá de especial. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também. Desta maneira, você fica sabendo de tudo o que rola aqui no blog. É simples, fácil e os dois cliques estão aqui, a sua direita.
Se nós pararmos para analisar hoje em dia qual é a frota de carros que temos rodando pelo nosso Brasil, com certeza iremos ver muitos carros iguais. Alguns, com muita tecnologia e projetos acertados, outros um tanto atrasados na engenharia e vendidos por um preço muito fora da realidade. Nossa frota que, um dia foi cheia de carros diferentes e coloridos, se transformou em um enorme número de carros um tanto parecidos e com cores neutras. Além dos carros de passeio, nós também temos os utilitários, que compõem uma boa parte do trânsito. Esses, do passado para cá, ganharam muita tecnologia, mas sempre mantendo o mesmo propósito: Rodar muito, ter uma manutenção barata e um consumo muito baixo. A grande maioria desses veículos vem, há muitos anos, cumprindo sua proposta.
A foto que aparece ao final do post é uma contribuição especial. Se eu não falasse quem me enviou esta foto, com certeza os seguidores assíduos desse blog saberiam sem muito "esforço mental". Esta imagem me foi enviada pelo meu pai através do Whatsapp, juntamente de muitas outras fotos de veículos utilitários que integravam frotas de grandes empresas. Algumas delas não existem mais, e outras ainda tem sua marca gravada em muitos produtos que usamos diariamente.
Dentre as imagens recebidas, esta que aparece no post me chamou bastante atenção, e o motivo é super simples: Há um VW a ar nela. Na foto, aparece uma Kombi corujinha que pertencia a Havaianas, tradicional fábrica de chinelos que todo mundo conhece. Esta imagem é uma leve prova de que a fama de durabilidade dos veículos utilitários não é de hoje, mas com certeza onde a característica de um carro durável para o trabalho ficou conhecida por meio da Kombi. A velha senhora usava o mesmo conjunto mecânico do Fusca, tento apenas caixas de redução nos eixos traseiros para um melhor torque quando carregada. Essa simples receita fazia da Kombi um carro barato de se manter e com uma relação custo x benefício fantástica para quem precisava de um carro para o trabalho.
A foto é pra lá de nostálgica e até independe de uma descrição, visto que ela remete um passado muito bacana de nossa frota brasileira de veículos.
Quero agradecer mais uma vez ao meu pai pela contribuição.
Veja:

 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O resultado da injeção eletrônica da Kombi montada no Fusca

Com certeza não é todo dia que nós achamos alguém que esteja disposto a fazer um serviço desses. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também. Tudo está aqui a sua direita e com esses dois cliques você fica sabendo de tudo o que rola aqui na página.
Quase todo post que eu escrevo aqui que trate de manutenção ou até mesmo da mecânica VW a ar, eu acabo dando aquela "pincelada" com relação à carburação. Todo aquele sistema de injeção mecânico que tem a maior parte da responsabilidade de manter o motor funcionando me encanta, principalmente por toda a engenhosidade que era aplicada nos carburadores com o objetivo de deixar o funcionamento do motor o melhor possível.
Com o passar dos anos, a tecnologia vai mudando e os carros vão seguindo as tendências e acertos das montadoras. Antigamente, se parássemos na frente de uma oficina, possivelmente iríamos achar diversos carros com exatamente o mesmo serviço a ser feito: Uma limpeza de carburador. Naquela época, praticamente todos os mecânicos conheciam a maioria dos modelos de carburadores e tinham a habilidade em regulá-los. No início dos anos 90, as placas indicando esse serviço como o "carro chefe" das oficinas, foi sendo substituído aos poucos pela escrita "Injeção eletrônica". Esse novo sistema de injeção chegou ao Brasil e revolucionou a indústria automobilística nacional. A princípio, somente carros com preços um pouco mais altos tinham tal tipo de injeção, mas em poucos anos todos os carros aderiram a este upgrade.
Por mais que a injeção eletrônica seja um avanço, tenha um gerenciamento de mistura e outros fatores muito mais precisos que de um carburador, com certeza esse sistema de injeção deixou saudades para todos os antigomobilistas. Felizmente, até hoje se acha praticamente tudo para se manter um carburador em bom estado, assim como profissionais dispostos a regular motores de carros mais antigos.
A injeção eletrônica demorou um pouco para chegar aos motores VW a ar. O Fusca, aqui no Brasil, usou a dupla carburação Solex 32 até o final de sua produção em 1996. No entanto, a Kombi, que compartilhava da mesma mecânica, recebeu uma injeção multiponto (ou seja, com quatro bicos injetores) e TBI acionado por cabo em 1999. Isso se manteve até 2005, onde a motorização foi substituída. O Fusca nos seus últimos anos de produção, no México, contou com essa mesma injeção eletrônica e com outras melhorias.
Algumas pessoas que visam o desempenho de seus carros muitas vezes buscam uma injeção eletrônica programável, como as FuelTech, por exemplo. O Fuscão vermelho do Wallace, que já apareceu aqui, tem uma injeção programável de corpo duplo, que traz um desempenho fantástico para o carro. No entanto, uma alternativa que pode até ser mais barata aqui no Brasil é a instalação da injeção da Kombi, visto que todo o conjunto é totalmente compatível com um motor que era, originalmente, carburado.
Para que se possa ter uma ideia de como essa injeção se comporta num Fusca, hoje eu trago um vídeo postado pelo Ronaldo. Ele adquiriu um belíssimo Fusca 1986 movido à álcool, e sofreu com a dupla carburação original. Depois de muitas tentativas (e uma acertada, inclusive), ele buscou a instalação da injeção que ele detalha muito bem neste vídeo.
Interessante é que o Fusca chama-se "Fuskátia", em homenagem a sua esposa, que o ajudou na aquisição do carro, e com esse nome tornou-se "xará" de um dos exemplares da família Tonella.
Eu, como disse, adoro carburação, mas o resultado nesse carro ficou muito bom.
Veja:

 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Pisa no freio, Zé!

Possivelmente você pode ter achado o título desse post um pouco engraçado. Ainda que as imagens possam parecer um tanto inusitadas, com certeza o dono desse Fusca deve ter passado um belo de um susto. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também. Tudo está aqui a sua direita e desta maneira você fica sabendo de tudo o que rola aqui no blog.
Há alguns dias atrás eu tinha visto uma dessas foto em um grupo do Facebook. Quase todas essas imagens são bem populares no mundo do antigomobilismo, mas fazia um bom tempo que eu não as via em algum lugar. Naquela ocasião, eu pensei na hora em fazer um post que tratasse sobre essas fotos e o ocorrido que as circunda.
Eu costumo dizer aqui que todo clássico deve sair, pelo menos uma vez por semana, para "passear" e alegrar seu dono. Colocar um carro antigo na estrada é sempre muito bacana, mas nem sempre o dia tem o seu decorrer como imaginamos. Quando eu falo isso, não é em relação à um carro quebrar, coisa que geralmente é fácil de se resolver principalmente em um Fusca, mas sim sobre o que realmente o destino nos reserva.
As fotos que aparecem ao final do post foram tiradas no ano de 1984, no Rio Grande do Sul. Uma família que era a proprietária desse Fusquinha passeava no intuito de ver uma ponte que havia caído ali próximo de sua casa. No trajeto do passeio, a estrada, no trecho da ponte, tinha essa interrupção onde o motorista conseguiu frear o carro "aos 45 do segundo tempo", deixando as rodas dianteiras suspensas.
O Fusca, de acordo com a fonte, era 1968. Ele evidencia uma época em que os Fuscas geralmente recebiam peças dos Fuscas mais novos, como esse que recebeu rodas com quatro furos, parachoques de lâmina única e a tampa do motor com aletas de ventilação. Este carro é um verdadeiro retrato da grande maioria dos Fuscas dessa época.
Toda a história, inclusive com as fotos da família e o relato do acontecido está disponível nesse link, onde estão todos os créditos das imagens. Felizmente ninguém se feriu e o Fusquinha foi puxado "no braço" para o asfalto novamente.
Veja:



 

domingo, 6 de novembro de 2016

A Kombi que conheceu o fim do mundo

Sim, literalmente é o fim do mundo, no melhor sentido possível da expressão. Se você já está aqui me dando a honra da visita, seja pela primeira vez ou se você já "é de casa", não deixe de dar aquele like básico na página no Facebook e de seguir o blog também. Tudo é fácil e fica aqui a sua direita.
Quando eu "trombei" com esse vídeo no Youtube não hesitei em postá-lo assim que fosse possível. Acredito eu que todas as pessoas precisam sempre buscar a sua felicidade, por mais estranha ou banal que esta possa parecer aos outros. A história de hoje mostra que o ser humano não precisa de muito para ser feliz, e que a motivação de um sorriso pode estar apenas em um ideal.
O vídeo que aparece ao final do post foi postado pelo canal "Fanáticos por antigos". Se você der uma olhada nos posts mais antigos, vai notar que eu já compartilhei aqui umas duas ou três vezes vídeos deles e reitero o que sempre disse nesses posts, inscrevam-se nesse canal, o conteúdo é muito bacana e tem a nossa linguagem, das pessoas que gostam de carros clássicos.
A história de hoje teve percalços em seus curso, mas com certeza tem o seu final (ou o "capítulo" atual, em virtude de que é algo que sempre estará sendo levado a diante) feliz. Esta simpática e diferente Kombi Clipper 1986 pertence ao Thomas. No vídeo, ele conta toda a história desta perua desde a sua infância. Este carro era de seu avô, que um dia veio a faltar, fazendo com que esta Kombi ficasse parada. Assim que ele pôde começar a "ressuscitar" o carrinho, infelizmente sua avó, que foi doadora do carro, também não pôde andar no carro. Desta maneira, Thomas achou, de uma maneira muito feliz e divertida, uma forma de fazer com que seus avós pudessem ver o clássico em plena forma novamente.
A ideia foi viajar para o fim do mundo, sem nenhum rumo ou data de chegada. Foi uma maneira de curtir e conhecer a vida ao extremo. O carro teve alguns problemas, mas todos esses foram encarados de uma maneira muito divertida, não abonando em nada a viagem.
Com certeza vale a pena assistir esse vídeo para que nos lembremos com o "Kombão dos Alemão" que a felicidade não tem preço, somente um custo mínimo, que é a sua iniciativa de ser feliz.
Veja:

 

sábado, 5 de novembro de 2016

Um Fusca que carrega os traços do passado

As vezes os conteúdos que formam posts aqui nesse blog vão muito além de pesquisas ou até mesmo ideias que chegam a nossa cabeça. Muitas vezes o conteúdo está aqui do lado, debaixo do seu nariz. Quando essas coisas acontecem, logicamente isso precisa ser postado praticamente na íntegra, como faço agora. Por alguns instantes, eu pensei seriamente em "guardar" essas fotos para o post de número 500, mas resolvi postá-las logo depois que as tirei. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e também de seguir o blog. Tudo é rápido e fácil, basta clicar nos dois botões aqui a sua direita.
Hoje em Sorocaba foi um dia de muito calor. Durante a manhã eu fiz muito pouca coisa e, após o almoço, resolvi sair para fazer compras. O sábado poderia ser como qualquer outro. Depois de fazer tudo aquilo que eu tinha planejado, voltava eu para casa observando o belo pôr do sol que estava começando a acontecer.
Ao entrar em uma das ruas que fazem parte do meu trajeto de volta para casa (para ser mais exato, uma rua próxima da minha e que é obrigatória para que eu pudesse chegar em casa) eu enxerguei, muito rapidamente, a traseira de um Fusquinha azul. Como todos aqueles que adoram o simpático carrinho, logo estiquei a cabeça para ver o carro e, pelos rápidos instantes em que passava por ele, vi que era um exemplar dos anos 60 (particularmente os meus preferidos) e, por algum motivo, aquele carro me agradou na primeira visão.
Em virtude disso tudo, cheguei em casa e voltei lá a pé, em busca de ver novamente o Fusquinha, e ele estava lá. A primeira visão que tive dele é a primeira foto que compõe a sequência. Ao ver o carrinho de perto (sim, as fotos ficaram um pouco ruins, mas foram tiradas de celular e lutando contra a luz do sol), vi que era um clássico que carregava todas as marcas que lhe foram adquiridas com o passar dos anos, como uns detalhes nos paralamas, um detalhe (ou falta) de um friso e esse tipo de coisa. Em virtude dele ter o vidro traseiro menor e a luz da placa dos modelos mais novos, acreditava eu que era um 1966 primeira série, e eu estava certo no meu palpite após checar a placa.
Ainda que este Fusca possivelmente seja usado todos os dias e não tenha nenhum compromisso com características originais, ele ainda tem muitos detalhes que o caracterizam como o típico Fusca dos anos 60, como a tapeçaria na cor clara (e ainda original, pelo que me pareceu ao vivo), o velocímetro original, as rodas com cinco furos (três eram ventiladas e uma fechada), o volante cálice branco e outras características. A cor é azul atlântico, com uma pintura que já deve existir há muitos anos. Dá a impressão de ser um azul real bem queimado, mas em 1966 era o azul disponibilizado para os Fuscas. Eis aí uma cor não tão vista hoje em dia e que é muito bonita.
No carro havia uma credencial de estacionamento para vaga de idoso. Ao dobrar muito a cabeça e ver, consegui ler o nome da pessoa (possivelmente a dona do carro) que estava escrito ali. Esse carro deve ser de uma senhora de idade, ainda que nunca tenha o visto ali por perto.
Eu fiquei ali por alguns minutos olhando o carro e anotando o nome do dono. Vai que um dia eu tenha a oportunidade de comprar o carrinho, pois ele tem muito potencial. Olhando por baixo, na parte do motor, me parece que o motor 1200 já foi trocado por um motor mais novo (1300 ou maior), mas não consegui ter certeza.
O carrinho é bacana e nos prova, mais uma vez, que existe muito Fusquinha nas ruas ainda rodando todos os dias comprovando a durabilidade do projeto.
Com certeza, esse valeu as fotos tiradas.
Veja:







 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Uma história de um Fusca pra lá de nervoso!

Se você marcar bobeira, esse post pode ter o final da sua descrição de maneira mais rápida que esse Fusca. Se você está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook assim como seguir o blog, tudo aqui a sua direita. Dessa maneira você fica sabendo de tudo o que rola por aqui.
Hoje em dia, a internet nos permite que um fato gravado seja compartilhado com muita gente. Quando o vídeo é muito diferente ou tem um fator que o faça muito legal, ele é compartilhado no Youtube, nas redes sociais e principalmente pelo Whatsapp. Quando você assistir ao vídeo que está ao final do post, muito provavelmente você vai se lembrar da "propaganda" que esse Fusca teve nos últimos dias na internet.
Muito provavelmente você deve ter recebido no Whatsapp durante as últimas semanas o vídeo de um Fusca dos anos 60, no estilo RatLook dando muito trabalho para alguns motociclistas que estavam a bordo de motos com grandes cilindradas. Em um primeiro momento, confesso que pensei que fosse até computação gráfica, pois o Fusca era realmente era muito veloz e tinha uma retomada fora do normal. Outra hipótese que eu havia levantado naquela ocasião era de que esse vídeo não tivesse sido gravado aqui no Brasil, mas vendo as placas do carro e também os motociclistas falando em português, vi que ele também foi produzido aqui.
Pois bem, desde aquele dia eu fiquei encucado com aquele carro. Não sabia de quem era, nem tampouco se ainda conservava o fantástico motor boxer VW. Mas todas essas dúvidas me foram sanadas por uma pesquisa feita "sem querer".
Ontem, lá estava eu assistindo a minha emissora de TV predileta, o Youtube. O site que mais tem vídeos no mundo, a cada dia, vem me fazendo substituir a TV por vídeos de excelente qualidade. Quando estava eu assistindo ao vídeo, este que aparece ao final do post estava de sugerido. E eu não tive dúvidas: Era o Fusca com o desempenho fora de sério que eu havia recebido o vídeo.
Ao assistir os poucos minutos produzidos (e com maestria, diga-se de passagem) pelo canal Auto Super, eu pude ver que tudo aquilo que eu imaginava sobre aquele carro era um pouco diferente. O Fusca 1965 do vídeo, chamado de "German Rato", pertence ao "Tiozão do Fusca". O bacana é a história do carro e também a história do dono que, ainda que de uma maneira rápida e objetiva, acabou contando que esse Fusca foi adquirido após um triste fato acontecer: O furto de um outro besouro que ele tinha anteriormente.
Para a alegria dos amantes da mecânica clássica VW, como eu, este carro conserva a mecânica original, porém com uma preparação violenta aliada à um turbo, que dá a esse Fusquinha um desempenho excepcional.
O vídeo é muito bacana, com certeza vale a pena guardar na memória mais uma história interessante que circunda ao redor de um carro clássico.
Veja:

 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Propaganda do Karmann Ghia TC: Distância na frente e atrás

Quando eu vi essa propaganda na internet, não pensei duas vezes em postá-la. A criatividade aliada à grande simplicidade que circundava o marketing da VW nessa época era simplesmente incrível. Se você está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também, tudo aqui a sua direita.
Muitos amigos antigomobilistas dizem que os anos 70 foram um verdadeiro paraíso da nossa indústria nacional, e eu concordo com eles. Naquela década que teve momentos fantásticos, como a ascensão de vários novos VW a ar, e tristes como o incêndio ocorrido na fábrica da VW em 1970, nós tivemos uma grande mudança em toda linha de automóveis VW. Muito daquilo que era produzido lá fora, recebeu aquele toque final brasileiro e fez muito sucesso no nosso mercado. Muitos modelos nasceram aqui, genuinamente brasileiros, como a Brasília e o SP2, desenhado aqui no nosso país.
Uma das pérolas (no melhor sentido da palavra) que nasceram nos anos 70 e que foi um carro muito importante e especial na história de carros VW AirCooled foi o Karmann Ghia TC. Toda vez que eu citar esse modelo, terei uma lembrança muito sadia lá do passado: Não, eu não andei em um, e nem conhecia alguém que possuía um exemplar.
A minha infância desde o seu início sempre teve muitos carros ao redor: Eu gostava, quando muito pequeno, de sair com minha mãe e notar quais eram os carros que passavam nas ruas, assim como conhecer as marcas e modelos. Lembro eu que quando eu tinha uns 5 anos mais ou menos (acho que não mais do que isso, pois lembro-me que era bem pequeno) de um final de semana em que meu pai me mostrou um Karmann Ghia TC vermelho montana, estacionado em frente ao Ed. Itália, na Av. Ipiranga, bem no centro de São Paulo. Hoje eu sei que a cor é vermelho montana e conheço um pouco mais sobre o clássico, mas lembro eu que fiquei vislumbrado com o carro naquele momento que meu pai me apresentou. Desde então, O TC passou a ocupar também um lugar muito feliz nas minhas lembranças. Fatos como esses nos impossibilitam de não gostar de um carro.
Hoje eu trago para vocês uma propaganda muito bacana, provavelmente do início dos anos 70 (provavelmente 1973, 1974) que falava brevemente sobre o TC. A característica que a VW mais falava desse carro era a esportividade que se tinha em virtude do desempenho, que para época era uma novidade. O TC foi um carro em que a VW conseguiu unir o útil ao agradável, que foi o motor 1600, como nos antigos Karmann Ghia, porém na configuração plana, a suspensão de pivôs (que entre os Fuscas só era disponível nos 1500) aliada à freios a disco na dianteira. Além disso, ele conseguia ser menos "comportado" ou formal que um TL, mas não tinha toda a pegada esportiva de um SP2, por exemplo. Isso tornava o TC um carro que poderia agradar diferentes nichos de mercado.
Veja:



 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Montagem, desmontagem e instalação do dínamo do Fusca e outros VW a ar

Esse é o tipo de post que pode te ajudar a diagnosticar um problema que, com os anos, pode se tornar comum em um carro antigo. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também, tudo aqui a sua direita.
Ontem eu escrevi um breve post que tratava sobre o que as pessoas viam quando iam fazer compras antigamente. Naquelas linhas, eu falei sobre o avanço da tecnologia e o avanço da praticidade que ganhamos com o passar dos anos. Isso com certeza não foi diferente com os carros, que foram ganhando melhorias e se adequando as respectivas tecnologias de sua época de produção.
Se nós pararmos para analisar o projeto do nosso querido Fusquinha dos anos 30 para o último Fusca produzido no mundo no ano de 2003 no México, nós iremos notar inúmeras mudanças e melhorias no projeto para que a eficiência do carrinho fosse a melhor possível. Nos freios, ganhamos o sistema a disco na dianteira, o motor ganhou diversos aumentos de cilindrada, mudanças na construção e composição de peças, várias carburações e no último ano no México até uma injeção eletrônica multiponto. Na tapeçaria, tivemos as mais variadas cores e tipos de tecidos. A suspensão pelo mundo também teve diversas variações, como um sistema com barras de torção (como nos nossos Fuscas) até uma suspensão totalmente independente, como a IRS que equipou a Variant II e foi utilizada nos besouros em diversos países do mundo. No sistema elétrico, a tensão de operação foi trocada de 6 para 12 volts, a iluminação e acessórios elétricos foram mudando com o tempo, e a maneira com que a bateria era carregada também evoluiu, com a chegada do alternador no início dos anos 80. É exatamente do sistema de carga que falaremos no post de hoje.
Hoje em dia muitos carros antigos já passaram, de uma maneira geral, por alguns upgrades em alguns setores para sistemas mais modernos, como a retirada do sistema de ignição à platinado e a instalação de uma ignição eletrônica, por exemplo. Além desse upgrade, uma das maiores intervenções que são feitas em Fuscas e outros VW a ar que não usam a configuração do motor plano é a troca do dínamo (ou gerador) pelo alternador. Muitas vezes, quando um dínamo apresenta problemas, os profissionais da reparação automotiva acabam descartando a possibilidade de reparo e fazendo a instalação de um alternador, sistema que gera uma carga um pouco maior para a bateria.
Antigamente as coisas não eram bem assim. Quando alguma coisa quebrava, as pessoas buscavam uma solução consertando-a. O dínamo, ainda que carregue menos que um alternador, dá conta do recado tranquilamente em um Fusquinha que não tenha muitos acessórios elétricos. Se você tem um Fusca ou outro VW a ar com dínamo, tenha a certeza que esse post pode lhe ajudar a melhorar a capacidade de carga do sistema ou até mesmo resolver um problema caso ele exista.
Se a luz da bateria do seu VW a ar com dínamo acendeu, talvez o problema esteja nele. Com o passar dos anos, o dínamo (assim como o alternador ou o motor de arranque) tem suas peças internas desgastadas, demandando de uma manutenção. Para isso, eu trago para vocês hoje uma série de vídeos (todos bem curtos e simples de assistir) do Tonella mostrando a forma com que se tira e coloca o dínamo no cofre do motor, assim como a sua desmontagem, troca dos rolamentos, troca de escovas e avaliação do induzido.
Se você tem um VW a ar com alternador (inclusive algum com motor plano) e busca um material parecido, aqui no blog tem um post no mesmo estilo tratando do alternador.
Veja:

 


 


 


 


 


 

Espero ter ajudado na sua procura de um reparo ou revisão no dínamo do seu clássico!
 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O que se via quando se fazia compras antigamente

Ao ler o título desse post, possivelmente você deve estar pensando que falarei de produtos vendidos antigamente, de marcas antigas ou algo do gênero. Como tudo pode ser um assunto que nos leve ao antigomobilismo, com certeza é disso que falaremos no post de hoje. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico e seguir o blog também, tudo aqui a sua direita.
Com o passar dos anos e a mudança no modo de vida da maioria das pessoas, a praticidade na compra e atendimento melhorou muito. Hoje se tivermos fome de uma hora para outra, podemos ir aos fast food dos grandes centros urbanos, se faltar algum mantimento, produto de limpeza ou qualquer alimento, podemos pegar o carro (ou até mesmo ir a pé) e ir à um grande mercado (das grandes redes) e deparar-se com promoções daquilo que procuramos. Junto com o avanço da tecnologia, veio a praticidade.
Quando nós vemos alguma foto antiga (como algumas que eu já tive a oportunidade de postar aqui) de algum lugar ou até mesmo que mostre como uma determinada coisa funcionava, é que notamos o quanto a nossa maneira de viver e também a forma com que as coisas funcionavam mudou. Por outro lado, essas fotos nos fazem viajar no tempo para buscar entender ou até mesmo lembrar como as coisas funcionavam naquela época.
As duas fotos que eu trago hoje para vocês no final do post são dos anos 70, a última possivelmente do final da década ou até mesmo do início dos anos 80. Estas duas imagens tem algo em comum: Elas mostram o estacionamento do Supermercado Jumbo, rede que teve diversas lojas nas décadas passadas. As fotos mostram o que víamos nos estacionamentos desses grandes estabelecimentos em matéria de carros. Na foto em preto e branco, não podemos deixar de notar os Fuscas, a Variant (Ou TL) e até mesmo o Galaxie que aparece aqui na ponta. A outra foto, já mais recente, mostra um estacionamento colorido recheado de Fuscas, Fiat 147 e até uma Veraneio vermelha. A foto possivelmente é do final da década em virtude dos Fiat e de alguns Passat já aparecerem em relativa quantidade.
Essas fotos são verdadeiras máquinas do tempo que nos levam à uma época onde as câmeras registravam muitas imagens em preto e branco, mas aos olhos daqueles que viveram existiam muitas cores, principalmente no mundo automobilístico.
Veja: