Ignição eletrônica no distribuidor original

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fusca 1972 do Wallace: Um carro excepcional!

Olha, eu estou fazendo esse post até um pouco mais cedo do que o habitual para que você não tenha problemas de insônia hoje a noite, pois o carro a ser mostrado hoje é um verdadeiro espetáculo sobre rodas.
Muitas vezes as pessoas que tem a pretensão de preparar um VW a ar tem inúmeras dúvidas em relação a o que usar, como montar, etc e tal. Esse post pode ser um belíssimo ponto de partida para suas ideias ou até mesmo um exemplo a ser seguido dependendo da tua proposta para o teu motor.
Quem vê um carro desses na rua jamais imagina que abaixo da tampa do motor existe tanta potência. Esse simpático Fuscão 1972 vermelho montana (uma das cores que mais agradam juntamente com o vermelho granada, azul diamante, branco lótus, verde caribe e algumas outras mais) tem capricho em algo que vai muito mais além de sua aparência externa. Todo esse ar clássico atrelado a muitas características originais (principalmente no interior jacarandá) é movido por um motor um tanto forte.
Mas, antes da obra, vamos falar de seu autor (ou ao menos dono): Esse belo exemplar pertence ao Wallace, que é proprietário há menos de um ano, onde ele teve a oportunidade de fazer toda a mecânica a seu gosto: A escolha foi a aquisição de uma carcaça (bloco) de motor nova no modelo "exportação", que tem as galerias de óleo mais largas em relação à carcaças mais antigas, possibilitando uma melhor lubrificação e atrelado à uma bomba de maior volume, uma maior vazão de óleo em todo o motor. A cilindrada escolhida também vai além do que tínhamos originalmente pela VW: O motor, antes 1500 tornou-se 1900 (Com pistões de 94mm, 1915cc para ser mais exato) conciliada com um comando de válvulas Eagle W120, possibilitando um maior levante de válvulas, ainda que com os balancins originais (que com um comando desses já dá e muito bem conta do recado) gera um ótimo rendimento ao carro. Além disso, o motor recebeu cabeçotes Paula Faria e todo um balanceamento nas partes móveis do motor (algo recomendado até para motores originais) além de um alívio de peso no volante do motor.
A parte da alimentação fica por conta de uma injeção programável FT 250, com corpo duplo de 40mm (Os corpos de borboleta são tão discretos que lembram ser carburadores), possibilitando ao Wallace determinar aos parâmetros da injeção o desempenho e comportamento que o carro deva ter.
A refrigeração conta com uma capela estilo Porsche, porém com a ventoinha como original do Fusca. Além disso, o Fusquinha também conta com um radiador de óleo externo (indispensável nesses motores maiores) e uma bomba de óleo de circulação externa (que é recomendada até em carros originais, principalmente com um filtro atrelado a bomba através de mangueiras ou integrado ao corpo da bomba). Outro detalhe estético neste motor é a correia Poly V (com tensionador) no alternador, fabricada pela Sportsystem. Toda essa obra de arte foi desenvolvida pelo Renato da Conceptcar Motores.
O escapamento é um 4x2 em inox com dois abafadores, o que dá um ronco único para o carro. Esse escapamento é igual ao do Fusca 1973 do Pedrinho, que apareceu no encontro do Pátio Cianê, porém o exemplar do Pedrinho, que eu me lembre, tinha o escapamento de material diferente, e não em inox.
A suspensão conta com uma catraca na dianteira, o que mantém o carro mais baixo em relação à altura original. Para casar com a altura e todo o projeto do carro, as rodas são réplica das lendárias rodas do Porsche 914, da EMPI.
Na estética o carro conta com diversos acessórios de época como os batentes nos parachoques e muitos outros detalhes. Para trocar de marchas mais precisas, foi instalada uma alavanca da EMPI de engate rápido. O interior segue o padrão original com alguns instrumentos com uma tendência esportiva sem perder o ar clássico. O painel conserva um rádio de época à mostra, mas conta com um CD Player escondido no porta-luvas.
As fotos do carro falam por si. Esse é um resultado de um trabalho realizado ao longo de quatro anos pelo Cacá Santos, o ex dono, e após a aquisição do Wallace a mecânica teve esse upgrade.
Melhor do que uma descrição desta joia, são as fotos. Apreciem e notem o requinte do trabalho feito nesse carro. Observem também o comparativo do antes x depois da parte mecânica.
O carro tem a proposta por meio de seu dono de encarar longas viagens junto com sua turma. Com certeza com esse capricho todo no Fusquinha de forma geral, esse carro não irá decepcionar.
É um carro simplesmente FANTÁSTICO!!
Preparem os babadores, protejam os teclados e se segurem nas cadeiras, pois tem muito estilo nas próximas quase 30 fotos abaixo!!






























Quero agradecer ao Wallace por ceder as fotos!!
Quer ver seu carro aqui no blog? Me mande um e-mail.

domingo, 3 de julho de 2016

Matéria - Grandes Brasileiros: Gurgel Tocantins

Meses atrás eu fiz um post que mostrava uma réplica maravilhosa de um MG TD, carro clássico inglês que teve uma espécie de "releitura" aqui no Brasil através do MP Lafer, que por sinal é um carro fantástico. Naquele post eu tentei retratar da melhor forma que pude o grande papel que essas indústrias automobilísticas dos anos 70, 80 e início dos anos 90 tiveram aqui no Brasil ao cobrir um nicho de mercado que houvera ficado orfão na época devido à proibição das importações aqui no Brasil. De todas as diversas indústrias que apareceram aqui, independente do tamanho ou do número de carros produzidos, sem sombra de dúvidas a Gurgel, que falaremos hoje foi a que melhor deixou seu marco nessa forma de trabalhar. Infelizmente hoje não existe uma montadora 100% nacional a nos servir com produtos 100% nacionais no ramo automobilístico, mas no século passado um homem tornou, ainda que momentaneamente este sonho em realidade.
A pessoa que me refiro chamava-se Amaral Gurgel. Sem sombra de dúvidas ele foi uma das pessoas que mais fez pela indústria automobilística nacional somente pela sua genialidade e iniciativa. Enquanto montadoras unem todas as ideias de seus projetos para produzir um novo carro, Gurgel unia todos os pontos positivos de todas as montadoras para que seus carros se tornassem realidade. Carros compactos para fins urbanos, como o BR 800, nos mostravam o que viria nas próximas décadas com a acertada categoria dos compactos, o Itaipu, hoje raríssimo já trazia a tecnologia de carros elétricos em plena década de 70 e só não teve o sucesso merecido por pura falta de incentivo por parte de nossas autoridades, que aliás foi o maior motivo que levou à falência esta fantástica e diferente montadora. O Tocantins e o Carajás eram uma prévia dos SUVs que começaram a aparecer nos anos 90 e já tinham um sistema de bloqueio (muito bem descrito na matéria abaixo) totalmente mecânico que hoje teria sua equivalência (partindo do princípio do objetivo do sistema e não efetivamente do seu funcionamento) aos bloqueios eletrônicos dos 4x4 atuais.
Gurgel sem sombra de dúvidas foi um cara que fez muito pela indústria nacional, e só não fez mais porque não foi possível.
Eu poderia ficar horas aqui digitando, ainda que com pouco conhecimento sobre esses carrinhos de fibra as inúmeras vantagens que essa indústria nos trouxe no século passado.
A matéria que trago hoje para vocês foi publicada no mês passado pela Revista Quatro Rodas. Esta série "Grandes Brasileiros" retrata carros nacionais que tivemos nas décadas passadas, descrevendo um pouco sobre cada modelo. O assunto de hoje é um dos modelos Gurgel, o Tocantins, valente jipinho com a maravilhosa mecânica VW a ar. Esse carro tem algumas características que, particularmente me agradam: Além do bloqueio que é muito bem descrito na matéria e eu já citei acima, ele tem um "casamento" entre motor e câmbio nunca adotado originalmente pela VW e que trouxe uma boa pegada para o carrinho fora do asfalto, que foi o motor 1600 (ainda com carburação simples) com o câmbio 8X35, do Fusca 1300. Desta forma, o carro teria uma arrancada um pouco melhor do que com o câmbio mais longo, o que facilitaria subir uma ladeira íngreme, por exemplo. Além disso, o carrinho oferecia 10 mkgf a 2400 rpm, rotação fácil de se alcançar dada a relação curta de marchas.
Esta matéria é mais do que descritiva e explicará tudo sobre o carro. Com certeza vale a leitura.
Preparem os babadores e protejam os teclados!

Grandes Brasileiros: Gurgel Tocantins

Evolução do renomado X-12 o Tocantins reuniu o carisma da marca a um perfil urbano e civilizado

por Felipe Bitu • • Atualizado em

Teto podia ser de lona ou rígido | Crédito: Marco de Bari

Oportunidades surgem quando se está no lugar certo, na hora certa. Andando pelo bairro paulistano do Ipiranga em 1956, o engenheiro João Augusto Conrado do Amaral Gurgel percebeu a movimentação num galpão da Rua do Manifesto: ali eram montados os primeiros Fusca brasileiros, operação gerenciada pelo alemão Friedrich "Bobby" Schultz-Wenk.
Nascia a amizade que culminaria com uma parceria de sucesso, dez anos depois: produzido pela Macan Ltda., o Gurgel 1200 estrelava o Salão do Automóvel de 1966 com chassi e motor VW, nas versões Ipanema, Xavante e Enseada, esta última exibida no próprio estande da VW. Era um conversível recreativo de quatro lugares, ideal para o lazer.

Dos três, só o Xavante prosperou: tornou-se um fora de estrada semelhante ao Porsche 597 Jagdwagen, substituindo o chassi VW por outro de fabricação própria, em Plasteel, um aço revestido de fibra de vidro. Rebatizado como X-12, foi exportado para vários países, firmando o nome Gurgel como sinônimo de jipinho valente que topava qualquer aventura.
O primogênito do engenheiro João Gurgel voltaria a brilhar em 1988: rebatizado Tocantins, ele ganhou nova dianteira com faróis retangulares e uma cabine estendida até o fim da carroceria. Os 20 cm a mais garantiam melhor espaço para os passageiros, mas eliminavam o galão de combustível e o filtro de ar externos, marcas registradas do X-12.
Permaneciam as versões L (teto de lona) e TR (teto rígido), sendo que esta última eliminava a tradicional claraboia de ventilação no teto em favor de um bagageiro. Outra novidade eram as belas maçanetas externas do Fiat Prêmio CSL. No interior, poucas mudanças: o painel manteve os instrumentos do Fusca, mas trocou os comandos do Fiat 147 pelos do Gol.

Os comandos internos são do Gol, com instrumentos de Fusca | Crédito: Marco de Bari

Havia duas versões de acabamento: a LE era a mais simples, pintada de cor única e com assentos revestidos de curvim rugoso. Acima dela estava a versão Plus, com faixas coloridas em degradê azul, verde, laranja ou cinza, além de interior revestido de tecido cinza com faixas vermelhas. A capacidade do tanque foi aumentada de 37 para 41 litros.
A valentia no fora de estrada era mantida, graças ao elevado vão livre do solo, bons ângulos de entrada e saída e a presença do sistema Selectraction, que atuava como bloqueio seletivo das rodas traseiras (na prática, era um freio de mão que travava a roda de tração que girava solta). O trem de força mantinha o velho e confiável motor VW 1600 refrigerado a ar, atrelado ao câmbio de relações curtas do Fusca 1300.
Era nítida a intenção de agradar um público urbano, que via no pequeno Gurgel uma boa opção de carro descolado e fácil de dirigir. Para conter o comportamento arisco no asfalto, a suspensão dianteira recebeu barra estabilizadora e a carga das molas traseiras foi revista, melhorando o contato dos pneus com o solo.

Segunda geração do X-12, o Tocantins tem cabine 20 cm maior | Crédito: Marco de Bari

É o caso deste modelo 1991, que pertence ao colecionador paulistano Felipe Olivani: "O Tocantins foi uma das viaturas mais versáteis da frota da Polícia Militar de São Paulo, especialmente no Comando Ambiental". A única alteração no jipe foi realizada em 1992, com adoção de uma nova grade frontal e porta-luvas com tampa de metal do modelo BR-800.
Debilitada financeiramente após o fracasso do BR-800, a Gurgel pediu concordata em 1993. Ao todo, 3 837 unidades do Tocantins deixaram a fábrica de Rio Claro (SP) até o encerramento das atividades em 1995. O jipinho não deixou sucessor e ainda hoje é visto em atividade, na dureza do trabalho ou no lazer de entusiastas que preservam sua história.



Fonte: Clique aqui!

sábado, 2 de julho de 2016

Fusca 1964 - Renato Cordeiro

Essa é mais uma prova que um carro também pode pode selar uma relação entre pessoas, por mais distintas que sejam.
Quando se pergunta para alguma pessoa se ela já teve alguma história com algum carro antigo, muitas vezes a resposta é que um amigo, parente ou alguém muito próximo possuiu um ou mais modelos no passado. Com o tempo, infelizmente muitas pessoas vão vendendo esses carros para migrarem para modelos mais novos e os clássicos ficam apenas na lembrança. O carro a ser mostrado (timidamente, por apenas 4 fotos) hoje é uma exceção a esta grande maioria.
Este simpático Fusca 1964 pertence ao Renato Cordeiro. É um carro que tem um histórico muito bacana. Ele foi tirado zero quilômetro em 1964 pelo pai do Renato, que cuidou do exemplar até os últimos dias de sua vida. Pouco antes de falecer, um dos pedidos deles feitos ao Renato era que se fosse vender esta joia fosse para alguém que realmente gostasse do carro, dado o apreço que o pai do Renato tinha pelo carrinho.
O exemplar é mais um dos simpaticíssimos modelos dos anos 60. Este também é da época das belíssimas rodas fechadas de 5 furos e todo o ar comportado que um Fusquinha dessa época pode oferecer. Com o tempo, este Fusquinha do Renato sofreu algumas alterações, como a aposentadoria do motor 1200 para a colocação de um motor 1500, dando um melhor desempenho ao carrinho. As rodas também são azuis com pneus de faixa branca. Outro detalhe foi a adição do emblema manuscrito "Volkswagen" que era presente nos Fusquinhas mais antigos e que hoje virou febre em diversos Fusquinhas de várias épocas.
É, sem sombra de dúvidas um exemplar que acima de qualquer característica física, tem um valor muito sentimental para seu dono, pois é uma "lembrança de lata" de seu pai.
Vejam que o carro inclusive é guardado com capa e com todo o carinho e capricho possível. 
Preparem os babadores e protejam os teclados!!




Quero agradecer ao Renato por frequentar a página e me enviar as fotos!
Quer ver seu carro aqui no blog? Me mande um e-mail. 
 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Raro Fusca está à venda por R$ 1 milhão

Não, você não leu o título de forma errônea. O valor é esse mesmo!
Essa matéria foi veiculada ontem pelo Estadão e achei bem interessante postá-la. Esse KDF Wagen 1943 (com certeza o carro mais antigo que já apareceu aqui no blog) foi utilizado na Segunda Guerra Mundial e após uma restauração muito minuciosa está a venda.
O que é muito bacana neste carro é a história que ele carrega. Além de ter socorrido muita gente e ter ido para tudo quanto é canto na Segunda Guerra, ele têm características somente vistas nos Fuscas alemães ou só nos veículos militares da época, como esse KDF. O interior e a mecânica são um tanto diferentes e claro, muito bacanas de se apreciar. A simplicidade do conjunto mostra para que realmente o carro foi projetado.
Eu sinceramente penso que com 1 milhão dá pra comprar muito antigo bacana, mas o carro é diferente e pode compensar pela sua raridade e idade.
Leia a matéria na íntegra com todas as fotos, onde são dadas diversas informações do carro:

Raro Fusca está à venda por R$ 1 milhão

Exemplar de 1943 do KdF-Wagen Type 60, muito usado na 2ª Guerra Mundial, é um dos 40 remanescentes

Divulgação
Exemplar de 1943 do KdF-Wagen Type 60 é um dos 40 remanescentes
Quando um dos exemplares de Fusca usados no filme "Se Meu Fusca Falasse" foi vendido por US$ 126.500 (R$ 430 mil), no ano passado, muitos se surpreenderam com o alto valor da transação. Mas agora eis que outro "besouro" ostenta uma etiqueta de preço ainda mais salgada: US$ 295 mil, cerca de R$ 1 milhão!
Trata-se de uma das 40 unidades restantes do KdF-Wagen Type 60, precursor do Fusca produzido na Alemanha entre 1937 e 1944 e utilizado sobretudo durante a Segunda Guerra Mundial. O exemplar foi entregue em junho de 1943 ao diretor da Cruz Vermelha alemã em Potsdam, nas imediações de Berlim, e está devidamente registrado nos arquivos da Volkswagen daquele país.
O besouro passou por uma restauração cuidadosa e está em excelente estado de conservação. É uma oportunidade única para os fãs mais insanos do Fusca - mas será que algum deles é louco pelo carro o suficiente para pagar um preço tão exorbitante? Quem sabe um comprador com boa lábia consiga pechinchar um pouco com o vendedor, um colecionador da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.





















Fonte: Clique aqui!